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Uma mulher foi presa em flagrante na quarta-feira (7), em Paragominas (PA), sob a acusação de vender anabolizantes e canetas emagrecedoras sem registro da Anvisa.

A ação foi executada pela Polícia Civil (13ª Seccional Urbana) no bairro Tropical, após uma denúncia anônima alertar sobre a chegada de uma nova remessa de produtos clandestinos.

Por Redação8 de outubro de 202698.766 visualizações estimadas2 min de leitura min de leitura

Atualizada em 9 de outubro de 2026 às 00:31

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Uma mulher foi presa em flagrante na quarta-feira (7), em Paragominas (PA), sob a acusação de vender anabolizantes e canetas emagrecedoras sem registro da Anvisa.
PARAGOMINAS (PA) — Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil sob a acusação de comercializar anabolizantes, substâncias estéticas e as chamadas "canetas emagrecedoras" sem nenhuma regularização sanitária. A prisão ocorreu no Condomínio Alto do Lago, localizado no bairro Tropical, em Paragominas, no sudeste do Pará.
De acordo com as autoridades locais, o esquema clandestino foi desmantelado após agentes da 13ª Seccional Urbana de Paragominas receberem uma denúncia anônima. O informe detalhava não apenas a atividade ilegal, mas também alertava que uma nova remessa de produtos sem registro da Anvisa havia sido entregue no endereço exatamente no mesmo dia.
Medicamentos de alto custo apreendidos
Ao chegarem ao local, os investigadores interrogaram a moradora, que confessou a prática ilícita. Com a autorização dela, buscas foram realizadas no imóvel, resultando na apreensão de uma grande quantidade de insumos médicos injetáveis e comprimidos de uso controlado.
Entre os materiais recolhidos estavam substâncias voltadas para o emagrecimento rápido que ganharam forte apelo comercial nas redes sociais:
  • Tirzepatida: Foram encontradas ampolas com rótulos de T.G. 15, TIRZEC 15 e LIPOLESS 15. A tirzepatida é o princípio ativo do medicamento Mounjaro, voltado para diabetes e controle de obesidade.
  • Retatrutida: Duas canetas identificadas com a dosagem de 40 mg.
  • Hormônios e Anabolizantes: Uma ampola de Masteron e 190 comprimidos de oxandrolona (divididos em 19 cartelas).
  • A polícia apreendeu ainda dezenas de seringas descartáveis vazias, ampolas com a substância GHK-Cu, frascos contendo soluções líquidas não identificadas e um bloco de notas com o registro financeiro e contabilidade dos clientes.
  • Crime Hediondo contra a Saúde Pública
    Diante do flagrante, a mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida à delegacia. Ela foi autuada com base no artigo 273 do Código Penal Brasileiro, que pune a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Pela gravidade e o risco direto à saúde da população, a infração é classificada como crime hediondo.
    O material apreendido foi encaminhado para a perícia técnica laboratorial. Os exames devem atestar a real composição química dos produtos, a procedência de fabricação e se os lotes sofreram algum tipo de contaminação ou adulteração secundária. A Polícia Civil segue investigando o caso para mapear a cadeia de fornecedores e identificar possíveis ramificações da distribuição desses medicamentos na região.
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