MARABÁ PEDE RESPOSTA FIRME CONTRA AS FACÇÕES NOVAMENTE
Marabá volta a cobrar uma presença cada vez mais forte da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas que tentam avançar na cidade, na zona rural e em municípios da região. Em meio a essa batalha, destacam-se profissionais que fizeram da atividade policial uma missão diária. Entre eles estão os delegados Antônio Mororó Júnior, Leandro Benício, Elcio de Deus e Eliene, além das equipes que atuam nas investigações e operações de combate à criminalidade.
Por Sérgio França Broncas9 de outubro de 2026347.015 visualizações estimadas3 min de leitura min de leitura
Atualizada em 10 de outubro de 2026 às 19:14
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MARABÁ QUER MAIS POLÍCIA E MENOS ESPAÇO PARA O CRIME
Marabá mais uma vez clama por uma atuação cada vez mais intensa da Polícia Civil contra as facções criminosas. É um pedido que não se limita à área urbana. A preocupação alcança também a zona rural e toda uma região que precisa sentir a presença permanente das forças de segurança.
E quando se fala em enfrentamento ao crime, é necessário reconhecer quem está na linha de frente.
Desde a chegada do delegado Antônio Mororó Júnior, tenho acompanhado de perto uma característica que chama atenção: sua disposição para o trabalho operacional. Mororó é daqueles policiais que parecem não olhar para o relógio quando existe uma missão a cumprir.
Não foram poucas as vezes em que o encontramos na Superintendência da Polícia Civil durante a madrugada, ainda trabalhando.
Certa vez, já muito tarde, fiz uma pergunta quase inevitável:
— Doutor, que horas o senhor dorme?
Concentrado como sempre, Mororó esboçou aquele sorriso discreto, daqueles que o observador precisa estar atento para perceber. Pouco depois, entrou em uma viatura da CORE e partiu para mais uma missão.
A cena resume bem o perfil de um delegado que ganhou reconhecimento justamente pela disposição para estar no campo, comandando operações e acompanhando de perto o trabalho policial.
É esse tipo de profissional que a população quer ver permanecendo em Marabá: polícia investigando, planejando, cumprindo mandados, identificando criminosos e levando os responsáveis à Justiça.
OS BONS SE ENCONTRAM NO CAMINHO
Mas ninguém combate o crime sozinho.
Outro nome que merece reconhecimento é o delegado Leandro Benício. Pernambucano, de perfil extremamente operacional, ele integra o trabalho desenvolvido na área de homicídios e vem somando esforços com o delegado Elcio de Deus, a delegada Eliene e os demais policiais que compõem essas equipes.
É um trabalho que muitas vezes começa quando a fita de isolamento é retirada e as câmeras vão embora.
Depois de um homicídio, ficam perguntas que precisam ser respondidas: quem matou? Por quê? Quem participou? Quem ordenou? Onde está o autor?
Costumo dizer que por trás de cada bala disparada existe uma história, uma autoria a ser descoberta e uma responsabilidade que precisa ser apurada.
É justamente aí que entra o trabalho investigativo.
Uma investigação de homicídio bem conduzida não termina na cena do crime. Ela passa pela coleta de provas, perícias, depoimentos, inteligência policial, identificação dos envolvidos e representação por medidas judiciais até que o caso possa ser apresentado à Justiça.
FACÇÃO NÃO PODE SER MAIOR QUE O ESTADO
A CORE/PCPA
(Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Pará) é a
unidade de operações táticas especiais da corporação, responsável por
intervenções de alto risco e apoio operacional
O avanço das organizações criminosas exige inteligência, investigação, integração e presença policial. A resposta precisa ser permanente, porque o espaço abandonado pelo poder público pode rapidamente ser ocupado pelo crime.
Por isso, Marabá precisa valorizar seus bons policiais, mas também cobrar estrutura, efetivo, equipamentos, inteligência e condições de trabalho para aqueles que diariamente enfrentam organizações criminosas.
Mororó, Leandro, Elcio, Eliene e tantos outros policiais que permanecem anônimos representam uma engrenagem muito maior.
Porque quando a Polícia Civil investiga e consegue chegar aos responsáveis, a mensagem precisa ser uma só: em Marabá, o crime não pode encontrar território livre.