Há resultados eleitorais que chamam atenção pelos números. Outros ganham significado também pela história que existe antes deles.

A eleição de Lanuzia Cunha para deputada estadual do Pará, com impressionantes 87.182 votos, reúne as duas coisas.
Em sua primeira disputa eleitoral, Lanuzia saiu das urnas não apenas eleita, mas como a quinta candidata mais votada para deputada estadual em todo o Pará e a mais votada do PL para o cargo.
São 87.182 paraenses que escreveram o nome de Lanuzia nas urnas.
Por isso, a expressão cabe perfeitamente no tamanho do resultado:
Nasceu um novo furacão de votos no Pará.
Mas existe algo ainda mais importante por trás dessa votação: a força das mulheres na política paraense.

Os números do próprio PL mostram isso de maneira contundente. Lanuzia Cunha recebeu 87.182 votos; Mariza Almeida, 84.354; Tati Barra, 78.986; e Renata Fonseca, 75.841. As quatro foram eleitas e ocuparam justamente as quatro primeiras posições de votação do partido para deputado estadual.
Isso merece ser destacado.
Independentemente de partido ou posição ideológica, ampliar a participação feminina na política significa fazer com que experiências e demandas vividas por mulheres tenham mais espaço nos lugares onde leis, orçamentos e políticas públicas são discutidos.
Mulher precisa participar. Mulher precisa ocupar espaço. Mulher precisa disputar ideias, apresentar projetos, fiscalizar, legislar e ajudar a decidir os caminhos de sua cidade e de seu estado.
E quando quatro mulheres aparecem no topo da votação de um partido para a Assembleia Legislativa, existe ali um dado político que não pode passar despercebido.
ANTES DAS URNAS, O TRABALHO SOCIAL

Psicóloga de formação, ela também possui trajetória profissional ligada à educação e à assistência social. Documento da própria Câmara Municipal registra sua atuação como psicóloga, professora universitária e ex-secretária municipal de Assistência Social.
Um dos trabalhos de maior visibilidade foi o “Prefeitura Perto de Você”, iniciativa itinerante coordenada por Lanuzia e destinada principalmente a aproximar serviços públicos das comunidades e das pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em uma das edições, realizada na Marabá Pioneira, foram disponibilizados mais de 50 serviços, envolvendo atendimento médico, vacinação, testes rápidos, saúde bucal, exames laboratoriais, orientação nutricional, atendimento psicológico, atualização do Cartão SUS, orientação jurídica, serviços do Sine e Procon, entre outros.
O trabalho chegou a receber Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Marabá, aprovada por unanimidade, em reconhecimento às ações desenvolvidas pelo projeto.
Lanuzia também esteve envolvida em uma pauta que merece atenção especial: as famílias atípicas e as pessoas com deficiência.
Em 2025, participou da articulação de uma parceria entre Prefeitura, universidades locais e o Núcleo de Atendimento Especializado para Alunos do Espectro Autista (Naetea) para oferecer acolhimento psicológico e terapia em grupo a mães atípicas, reconhecendo que o cuidado com crianças com necessidades específicas também passa pelo suporte emocional às suas famílias.

Em 2026, Lanuzia ainda representou o Executivo municipal na entrega à Câmara do projeto de criação da Secretaria Municipal da Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos, proposta destinada a dar estrutura própria às políticas voltadas a esses segmentos. O projeto, entretanto, também foi objeto de debate posterior na Câmara sobre sua tramitação e diálogo institucional.
É justamente aqui que começa uma das maiores responsabilidades de seu novo mandato.
Quem conhece a realidade das famílias que convivem diariamente com deficiência sabe que inclusão não pode existir apenas no discurso. Ela precisa chegar à saúde, educação, acessibilidade, diagnóstico, tratamento, acompanhamento especializado, mercado de trabalho e apoio às famílias e aos cuidadores.
Agora, como deputada estadual eleita, Lanuzia terá a oportunidade de levar essas pautas de Marabá para uma dimensão estadual.
DE MARABÁ PARA TODO O PARÁ

A primeira-dama de Marabá deixa de ter uma atuação pública concentrada somente no município e recebe das urnas uma missão de representação estadual.
E 87.182 votos carregam junto 87.182 demonstrações individuais de confiança política.
A partir de agora, a expectativa naturalmente aumenta. A mulher gentil no trato, a psicóloga acostumada a ouvir, a profissional ligada às questões humanas e sociais passa a carregar uma responsabilidade muito maior: representar milhares de pessoas dentro da Assembleia Legislativa.
E há algo especialmente bonito quando olhamos para esta eleição:
Lanuzia não chegou sozinha.

Tati Barra chegou com 78.986.
Renata Fonseca chegou com 75.841.
Quatro mulheres. Quatro deputadas eleitas. As quatro maiores votações do PL para o cargo no Pará. Rádio Itatiaia
É uma demonstração concreta de que as mulheres podem ocupar os espaços de decisão política não como coadjuvantes, mas como protagonistas escolhidas diretamente pelo eleitor.
E Lanuzia Cunha começa essa nova caminhada carregando um número que dificilmente será esquecido em sua história:
87.182 votos. Para uma primeira eleição, é uma estreia de enorme dimensão.

Das ações sociais às urnas. De Marabá para o Pará.
Lanuzia Cunha chegou à Assembleia Legislativa com 87.182 razões para trabalhar — e com uma responsabilidade do mesmo tamanho da votação que recebeu.
O “furacão de votos” passou pelas urnas. Agora começa a etapa mais importante: transformar votos em trabalho e representação.

